A Samarco repassou aproximadamente R$ 422 milhões, nesta quarta-feira (30), aos 19 municípios que aderiram ao Novo Acordo do Rio Doce em 2026. Os recursos são destinados a ações de reparação e compensação, investimentos em saneamento básico e outras iniciativas previstas no acordo.
Do total, R$ 249,5 milhões correspondem às três primeiras parcelas do Novo Acordo, já atualizadas monetariamente. Outros R$ 49,1 milhões serão destinados a iniciativas reparatórias, enquanto R$ 123,9 milhões estão vinculados a ações de saneamento básico.
Segundo a Samarco, os recursos ampliam a capacidade de investimento dos municípios e podem contribuir para melhorias em áreas como infraestrutura, saneamento e serviços públicos, de acordo com as prioridades definidas por cada administração municipal.
“Há uma possibilidade real de transformação ao longo do Rio Doce. Os municípios que já estão aplicando os recursos vêm mostrando o quanto esses investimentos podem fazer diferença na vida das pessoas. Com a chegada dos valores às novas cidades, essa oportunidade se amplia”, afirmou Rodrigo Vilela, presidente da Samarco.
A adesão dos municípios ocorreu no âmbito da mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), após solicitação do Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce (Coridoce). Os municípios que aderiram em 2026 seguem os mesmos critérios e valores estabelecidos para as cidades que ingressaram anteriormente no acordo.
Com as novas adesões, o Novo Acordo do Rio Doce passou a abranger 45 dos 49 municípios elegíveis.
Para Rodrigo Vilela, a ampliação do número de municípios participantes aumenta o alcance das medidas previstas no acordo. “Temos uma oportunidade histórica, e transformar esse potencial em resultados duradouros exige planejamento, transparência e compromisso com as prioridades da população”, declarou.
Novo Acordo do Rio Doce
O Novo Acordo do Rio Doce foi construído por Samarco, Vale, BHP Brasil, União, governos de Minas Gerais e Espírito Santo, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e demais instituições de Justiça. O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024.
O documento prevê aproximadamente R$ 170 bilhões em recursos para medidas de reparação e compensação relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana.
Municípios que aderiram em 2026
Minas Gerais: Aimorés, Alpercata, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Galileia, Ipaba, Itueta, Mariana, Naque, Periquito, São Domingos do Prata, São José do Goiabal e Tumiritinga.
Espírito Santo: Aracruz, Baixo Guandu, Marilândia e Sooretama.
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