O Governo de Minas anunciou a ampliação das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero na rede pública de saúde. As medidas, apresentadas na terça-feira (31/3) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), integram o Programa Estadual de Enfrentamento ao Câncer — Cuidar na Hora Certa — e o Plano Operativo Estadual de Saúde das Mulheres.
A estratégia busca fortalecer o cuidado integral à saúde da mulher, com foco na ampliação do acesso, no diagnóstico precoce e no início do tratamento em tempo adequado. Segundo a secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, a iniciativa organiza a jornada do paciente de forma mais eficiente em toda a rede. “Nosso objetivo é garantir diagnóstico no tempo oportuno e início do tratamento em até 60 dias”, afirmou.
Entre as principais ações estão o reforço da vacinação contra o HPV, a ampliação do exame preventivo e a incorporação de novas tecnologias de testagem. A proposta também inclui educação em saúde, qualificação da rede assistencial e monitoramento dos prazos para diagnóstico e tratamento.
A vacinação contra o HPV segue disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde dos 853 municípios mineiros, voltada a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, como principal forma de prevenção. Já o exame preventivo (Papanicolau) continua sendo essencial para identificar alterações precoces, aumentando as chances de cura.
Dados do Painel Oncológico apontam que Minas Gerais registrou 3.345 casos da doença em 2024 e 2.496 em 2025, o que reforça a importância do rastreamento e do acompanhamento contínuo.
Rede ampliada e inovação no atendimento
Atualmente, o estado conta com 41 serviços habilitados em alta complexidade oncológica, responsáveis pelo diagnóstico e tratamento. O acesso é regulado pelos municípios, garantindo encaminhamento adequado das pacientes.
Entre os avanços, destaca-se a implementação do teste molecular para rastreamento do HPV, já iniciada em municípios-piloto como Uberaba e Juiz de Fora. Mais de 10 mil kits de coleta foram distribuídos, e a expectativa é de ampliação para outras cidades, como Diamantina e Santo Antônio do Monte ainda em 2026.
Além disso, o Estado prevê investimento anual de R$ 1,4 milhão para garantir o início do tratamento dentro do prazo estabelecido, reduzindo o tempo de espera e aumentando a resolutividade do atendimento.
Impacto no atendimento
A efetividade das ações já pode ser percebida por pacientes atendidas na rede pública. A usuária Geane Maria Mota de Melo, de 32 anos, relatou rapidez no atendimento após o diagnóstico. Segundo ela, a primeira consulta ocorreu em três dias e a cirurgia foi realizada cerca de 40 dias depois. “Mesmo sendo um diagnóstico difícil, tive todo o suporte necessário na rede pública”, afirmou.
Com a ampliação das políticas públicas, o Governo de Minas reforça o compromisso com a prevenção e o cuidado contínuo, buscando reduzir casos graves e óbitos causados pelo câncer do colo do útero.
Foto: Divulgação