A exclusão dos municípios de Acaiaca, Diogo de Vasconcelos e Mariana das etapas de contemplação do programa Minha Casa, Minha Vida Rural tem provocado forte reação entre lideranças comunitárias e famílias que aguardam acesso à moradia digna. A região, que enfrenta um dos maiores déficits habitacionais de Minas Gerais, mobilizou voluntários durante meses para elaborar e apresentar propostas consideradas tecnicamente viáveis e aprovadas pela Caixa Econômica Federal.
Segundo representantes dos grupos envolvidos, o trabalho contou com a participação de dezenas de pessoas que atuaram voluntariamente na construção dos projetos, na coleta de documentação e na articulação junto aos órgãos responsáveis. Apesar do esforço, as cidades ficaram de fora da seleção, situação que gerou indignação e cobranças aos representantes políticos da região.
As críticas são direcionadas a parlamentares e lideranças políticas que receberam apoio eleitoral expressivo nos municípios e que, na avaliação dos moradores, não atuaram com a efetividade necessária para garantir a inclusão das propostas habitacionais. Para os organizadores da mobilização, houve falha de articulação política e institucional em um momento decisivo para milhares de famílias.
A estimativa é de que mais de duas mil pessoas tenham sido diretamente prejudicadas pela não aprovação das unidades habitacionais. Entre os afetados estão jovens em busca da primeira moradia, mulheres chefes de família, mães solo, mães atípicas e pessoas com deficiência, grupos que enfrentam maiores dificuldades de acesso à habitação.
Diante do cenário, lideranças locais iniciaram uma mobilização para sensibilizar deputados e representantes do campo político alinhado às demandas da região, solicitando apoio para reverter a situação e buscar novas oportunidades de inclusão no programa federal.
Os moradores argumentam que os municípios demonstraram forte apoio eleitoral ao governo federal nas últimas eleições e defendem que esse respaldo político deve ser acompanhado por respostas concretas às demandas sociais mais urgentes. Para os grupos organizados, a garantia do direito à moradia precisa se transformar em prioridade efetiva nas agendas dos representantes eleitos.
Enquanto aguardam uma solução, as famílias seguem cobrando transparência sobre os critérios adotados e maior empenho das autoridades responsáveis para que os projetos habitacionais possam ser retomados e atendam uma demanda histórica da região.
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