Investigação da Polícia Militar aponta que animal foi morto a pauladas após invadir propriedade rural em Paracatu.
A morte do cão Francisco, registrada na localidade de Paracatu, distrito de Mariana, ganhou novos desdobramentos na quarta-feira (27). A Polícia Militar localizou o suspeito de matar o animal, que foi conduzido à delegacia e confessou ter cometido o crime.
As primeiras informações divulgadas apontavam que o cachorro teria sido morto por disparos de arma de fogo após entrar em uma propriedade vizinha e atacar galinhas. Entretanto, durante as diligências realizadas pela Polícia Militar, foi constatado que o animal morreu após sofrer agressões com um pedaço de madeira.
Segundo a ocorrência policial, o suspeito admitiu ter atingido o cão com pauladas depois que o animal invadiu novamente o terreno. Após ser identificado, o homem foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento, e o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades competentes.
Francisco havia sido resgatado há aproximadamente dois anos pela ONG Aumigos, junto do irmão José, após os dois cães serem encontrados abandonados nas proximidades do motel Illumini, em Ouro Preto. Desde então, os animais recebiam acompanhamento de protetores independentes.
Recentemente, os cães foram adotados por uma moradora que possui um sítio em Paracatu. De acordo com relatos divulgados pela ONG, os animais ainda estavam em fase de adaptação ao novo espaço e chegaram a invadir propriedades vizinhas em algumas ocasiões.
A entidade informou que a tutora mantinha os cães presos enquanto providenciava melhorias no cercamento da área. Porém, na noite de segunda-feira, Francisco conseguiu escapar novamente e entrou em um imóvel vizinho, onde matou duas galinhas antes de ser agredido.
O caso provocou forte repercussão entre moradores da região e defensores da causa animal. Integrantes da ONG Aumigos cobraram esclarecimentos e acompanharam a atuação das autoridades após a confirmação da morte do animal.
A Polícia Militar informou que a ocorrência segue em apuração, enquanto o suspeito permanece detido à disposição da Justiça.
Foto: Ilustrativa